... à porta do Coração que me deste
Senhor, aqui estou,
à porta do Coração que me deste
e espero…
espero… acredito…
espero… acredito… amo…
Ainda que todas as cores
se derramem agitadas lá fora, à superfície
espero… acredito… amo…
Nada perturbará jamais a paz serena
que habita o fundo do Tiberíades do Coração
Senhor, aqui estou,
à porta ferida, do Coração que me deste
sou grão de poeira,
cinza purificada… leve… livre…
tão leve que, num voo beija o sol
e depressa navega, brilhante,
alegre, no respingo de mar
quando as águas choram
porque a barca rasga as suas águas…
Senhor, aqui estou,
à porta ferida, do Coração que me deste
sou “Samuel”…
“Fala, Senhor, que o Teu servo escuta”
“Já movíamos montanhas,
muito antes de saber
que o poderíamos fazer”
Sim, sonho e acredito
Sim, eu sou o que sonho e acredito
pedaço de Sonho e de Fé…
Sou o meu Sonho, sou a minha Fé…
E, ainda que o coração possa ficar mudo,
“as andorinhas que voam quietas na minha alma”
cantarão por mim.
Quem poderia calar o coração
que é só Teu, Senhor dos Céus e Terra?
Ainda que tentássem selar os corações
com a dor que sufoca a alma…
As pedras gritariam…
… cantariam eternamente a alegria do Teu Santo Nome Salvador
que jamais aprisiona,
que só sabe redimir e libertar,
sempre, sempre, sempre…
Sou eu,
És tu,
indignamente, pequeno “Moisés”.
Senhor, aqui estou,
à porta do coração que me deste,
as mãos da alma abertas
e quando chegar a hora
entregarás o bastão, o cajado nas mãos do Coração,
bastão que rasgará águas
bastão que quebrará a rocha do Teu Coração Misericordioso,
fazendo brotar a Água Viva
para regar os áridos desertos das vidas sequiosas de Ti só
bastão que é traço da grande árvore… que floriu
e jamais secará…
Bendito sejas, Senhor…
Bendito sejas, agora e para sempre
Aqui Te louvo,
à porta ferida, do Coração que me deste
coração aberto… braços abertos, mãos abertas para acolher e para dar
outro Cristo, em Cristo, redimido, redentor.

“ (…) Nas cinzas das encruzilhadas das palavras,
apenas se sente a verdade da sua leveza
que no vento são atiradas aos ares, empreendendo um voo sem retorno.
Em todas essas palavras, que outrora construíram castelos de ideias
e formas roubadas na origem da palavra,
o evangelho foi deturpado e vendido aos mercadores da salvação dos homens!
Dirás, ou sentirás habitar neste barro um coração rude e ferido!
Quem poderá dizer que não sentiu a dor na alma
ao ser elevado até perto do Rosto do Pai
e receber a carícia das Suas mãos feridas pelos ódios dos homens?
Descrever a rudeza da pele das Suas mãos,
só abraçando o barro como o Oleiro,
talvez aí consigas perceber a sensação do amassar eterno!
Todos recordam o fogo ou a madeira que o alimentou.
Mas, alguma vez algum de nós,
guardou alguma gratidão pelas cinzas que ali ficam,
desprezadas e esquecidas,
esperando talvez um fim mais feliz?
Talvez, quem sabe, talvez sejam recolhidas
pelas mãos do lavrador que as lançará à terra,
para que ainda, na sua morte, possam dar vida aos solos
que irão produzir o fruto que irá alimentar outra vida!
Inquieta reconhecer ao olhar as cinzas,
inquieta descobrir que ali está um resto de uma vida:
a árvore robusta,
a beleza da flor que se extinguiu num gesto de doação,
doação aos homens, à natureza,
até ao altar que adornou e embelezou,
aproximando assim mais os homens de um Deus desconhecido,
mas que fica mais próximo e igual aos homens,
porque esta doação, os une ao eliminar o vazio da distância
entre a matéria e o Criador que nela nos é revelado.
Muitos gostariam de acolher as suas próprias cinzas
nas vaidades dos seus sepulcros mandados por si construir,
procurando talvez perpetuar a efemeridade dos seus gestos,
engrandecidos nos caminhos das suas lutas e conquistas terrenas.
Outros, buscam nos mergulhos dos oceanos,
esconder as cinzas, que são a marca da sua passagem pelo tempo.
Nem ali, onde se unem o pó com o pó,
os homens conseguem compreender a efemeridade da força humana;
a inutilidade das palavras que não nasceram num espaço livre;
por isso, ainda tentam aprisionar
aquilo que lhes formou a morada da alma,
mas que agora já não lhes pertence, porque voltou às origens! (…)”
Irmão Silêncio
HOJE, BEM SABES, É SÓ PARA TI... ESTE POUCO DE CÉU
(volto a colocar hoje, aqui, este post, que já publiquei há um mês... hoje, é para ti! ... o meu coração chora amargamente o Não-Amor dos filhos do Deus-Todo-Amor..... chora contigo...... mas agora, sê o que és e avança.... VOA, não sobrevoes! VIVE, não sobrevivas!)

"Hoje
parece bastar...
....um pouco de céu..."

"Hoje
parece bastar...
....um pouco de céu..."
Cantei, dentro de mim, contigo,
este canto, que sentiste teu também,
mas agora permite-me que cante eu para o Rei e Senhor do meu coração:
“Só hoje senti que o rumo a seguir levava para longe…”
“Só hoje esperei já sem desespero que a noite caísse…”
e assusta cada amanhecer,
e assusta tanto cada anoitecer,
porque, atravessando as Tuas alamedas nunca “sei o que vem a seguir”
mas quem poderá calar o grito de quem caminha em Ti, só?
e só para Ti, em Ti, e em Ti, no mundo que gira?
e arrancas do peito o coração para o fazer correr… voar
atrás de Ti… pelos campos fora
por isso…
“…não posso ficar…”
dentro de mim, só
só dentro de mim ficar “um pouco de céu”
“…quero procurar…”
onde vive o Teu Coração.
Sem querer, Te persigo,
assim me inspiras a fazê-lo… assim, tão pobre que sou, que
nem é minha, a minha busca de Ti só
e planos meus para quê?,
Tu ris-Te, carinhosamente, deles
os Teus planos para mim é que são infinitamente belos
infinitamente amantes
às vezes não há “chão” que chegue para este coração
que umas vezes é tão grande,
que não cabe dentro de mim e se derrama
doce ou amargamente noutros corações
outras tantas vezes este coração é tão pequeno…
tão ínfima partícula, que o perco dentro de mim…
e não sei mais onde o deixei…
talvez o perca, sim
doce ou amargamente noutros corações
e ainda assim
tão ousadamente sabendo ser só só só Teu,
este tão coração, tão Teu, Senhor Criador de corações
sim, há qualquer coisa a nascer…
meu Deus… quererás devolver-me finalmente
esse “amor primeiro”, nesta noite tão negra da vida,
esse amor da primavera com que Tu, meu Rei, me cativaste
e me fizeste correr
voar… para sempre, para Ti só?
mas, afinal, não há palavras…
palavras efémeras há muitas,
mas perenes… só Tu, minha Palavra Amada,
Yeshuah Amado… Tu que és, “no fundo de mim”,
“um pouco de céu”
este canto, que sentiste teu também,
mas agora permite-me que cante eu para o Rei e Senhor do meu coração:
“Só hoje senti que o rumo a seguir levava para longe…”
“Só hoje esperei já sem desespero que a noite caísse…”
e assusta cada amanhecer,
e assusta tanto cada anoitecer,
porque, atravessando as Tuas alamedas nunca “sei o que vem a seguir”
mas quem poderá calar o grito de quem caminha em Ti, só?
e só para Ti, em Ti, e em Ti, no mundo que gira?
e arrancas do peito o coração para o fazer correr… voar
atrás de Ti… pelos campos fora
por isso…
“…não posso ficar…”
dentro de mim, só
só dentro de mim ficar “um pouco de céu”
“…quero procurar…”
onde vive o Teu Coração.
Sem querer, Te persigo,
assim me inspiras a fazê-lo… assim, tão pobre que sou, que
nem é minha, a minha busca de Ti só
e planos meus para quê?,
Tu ris-Te, carinhosamente, deles
os Teus planos para mim é que são infinitamente belos
infinitamente amantes
às vezes não há “chão” que chegue para este coração
que umas vezes é tão grande,
que não cabe dentro de mim e se derrama
doce ou amargamente noutros corações
outras tantas vezes este coração é tão pequeno…
tão ínfima partícula, que o perco dentro de mim…
e não sei mais onde o deixei…
talvez o perca, sim
doce ou amargamente noutros corações
e ainda assim
tão ousadamente sabendo ser só só só Teu,
este tão coração, tão Teu, Senhor Criador de corações
sim, há qualquer coisa a nascer…
meu Deus… quererás devolver-me finalmente
esse “amor primeiro”, nesta noite tão negra da vida,
esse amor da primavera com que Tu, meu Rei, me cativaste
e me fizeste correr
voar… para sempre, para Ti só?
mas, afinal, não há palavras…
palavras efémeras há muitas,
mas perenes… só Tu, minha Palavra Amada,
Yeshuah Amado… Tu que és, “no fundo de mim”,
“um pouco de céu”
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