... em Ti, Luz...
voar
voar
voar…
para sempre…
para a Luz
para sempre…
porque a Luz amorosamente persegue
porque, conhecendo-a, é irresistível não a perseguir…
Luz, onde vais, Tu?
para onde levas o coração?
para sempre…
gosto da palavra eternidade
tem sabor a mar e estrelas
voar
voar
voar
para sempre
em meio de sombras
poeiras que brincam rindo como crianças
baloiçando-se em finos fios de seda… raios de Sol
eterna melodia de Luz
voar… em Ti, Luz…
Tempo… Luz… Eternidade…
Os minutos…
os dias…
os anos… vão-se
… ai de mim, se
indo-se eles
eu me ficar
os dias…
os anos… vão-se
… ai de mim, se
indo-se eles
eu me ficar
porque é vida ir
suavemente, no tempo
suavemente, no tempo
porque é vida o deixar-se transformar
docemente, com o tempo
que o corpo
se desvaneça assim, devagar
que cada partícula do ser se torne
… transparente
para que assim possa entrar e transparecer
essa alegre e verdadeiramente
viva Luz de Deus,
docemente, com o tempo
que o corpo
se desvaneça assim, devagar
que cada partícula do ser se torne
… transparente
para que assim possa entrar e transparecer
essa alegre e verdadeiramente
viva Luz de Deus,
num desaparecer gradual dos suaves
e harmoniosos traços exteriores
para que se apurem
e suavizem
os “traços” interiores
Porque esse tempo
cheio de tempos
não pode ser tempo,
em Deus é eternidade
e harmoniosos traços exteriores
para que se apurem
e suavizem
os “traços” interiores
Porque esse tempo
cheio de tempos
não pode ser tempo,
em Deus é eternidade
Num docemente envelhecer…
… para ser alegria da Luz
cada vez mais Luz com o Ressuscitado
cada vez mais caminho de Luz ressucitada
para os que caminham comigo, contigo…
… para ser alegria da Luz
cada vez mais Luz com o Ressuscitado
cada vez mais caminho de Luz ressucitada
para os que caminham comigo, contigo…
banquetes...
Ele observava…
… ainda hoje, agora, faz repousar o Seu olhar
sobre mim, sobre ti…
não para ver onde cometes falhas, nunca…
mas porque te ama,
porque te ama não consegue tirar os olhos de ti,
ama-te
acolhe a tua vida
escuta-a
e fala-te sobre ela.
Ele observava “como eles escolhiam os primeiros lugares…” Lc 14,7
Banquete… a vida que deve ser feita festa da Alegria e da Partilha do Amor
Refeição... os dons que nos são dados para partilhar e não para acumular
Eles… todos os teus irmãos
escolhiam… nunca o nosso Deus predefine “lugares”, missões, títulos, distinções, glórias a ocupar. Ele dá aos seus filhos a liberdade de escolher, sim, sempre.
Que lugar queres tu?
… os primeiros lugares na escola ou universidade quando pisamos e humilhamos o outro, porque nós deveremos ter mais mérito, melhor nota, e pisa-se o outro porque acima de tudo é preciso ser aquela espécie de “o melhor” e o “mais popular” também pode ser… numa pseudo liberdade em que reina o “vale tudo”… é o “primeiro lugar” que tantas vezes escolhemos
… os primeiros lugares no emprego, ou na procura dele também, porque sou diplomado e o outro não, e por isso, o outro não presta e é um “coitadinho”… há sempre a vontade de subir, subir, subir até àquele tal “primeiro lugar”, a qualquer custo, tantas vezes a pisar o colega, chega-se a sabotar o trabalho do outro para que seja desconsiderado, para que sejamos melhor vistos, nós, mais considerados, aparentemente mais dignos de confiança, para subir. Para ganhar “mais uns tostões” perde-se a cara, a honra, os valores mais profundos e pactua-se tantas vezes com a desonestidade para nos podermos sentar “naquele primeiro lugar” de prestígio, de glória, de poder… “insensato, não sabes que amanhã entregarás a tua vida ao Criador?”
… os primeiros lugares na igreja… sim, aí também há “primeiros lugares”, e tanto se dançam as danças da sacristia, à volta das figuras de destaque, em busca das honras, em busca de louvores… chocam-me sempre, profundamente aqueles momentos de acotovelamento e precipitação e empurrões que acontecem tantas vezes, no momento tão Sagrado e Puro da Comunhão do Corpo Santíssimo de Nosso Senhor Jesus!
e bem se vê… fora daquele solo sagrado, bem se vê aquele farisaísmo latente, e falam da abundância que afinal trazem no coração, sem se importarem de pisar toda e qualquer espécie de “pobre”
Busca desenfreada
sem Paz
sem Amor
sem Atenção ao outro
sem escuta
sem… vida
Não é preciso agarrar por um braço àquele pobre desgraçado que vive na rua (tantas vezes porque ele mesmo assim quer viver) para o sentar à mesa connosco, para que assim finalmente possamos praticar a caridade. Duvido se será isso o que o Senhor nos pede hoje, que tal como ontem nos diz “pobres sempre os tereis” talvez existam mesmo para nos lembrar o quanto também eu sou pobre… mas de uma pobreza e cegueira muito mais grave,
muito mais sem tecto
muito mais sem alimento
muito mais sem amor
muito mais sem fé
muito mais…
muito
mas com pouca vida
É no hoje e agora que o banquete acontece
Peçamos ao Senhor que abra os nossos olhos no meio da cegueira deste mundo que passa, e nos torne atentos ao irmão que vive ao nosso lado, e ao que se cruza no nosso caminho da vida, possamos dizer com S. Paulo, na Epístola aos Romanos e a nós também:
“Seja a vossa caridade sem fingimento.
Detestai o mal e aderi ao bem.
Amai-vos uns aos outros com amor fraterno;
e rivalizai uns com os outros na estima recíproca.
Não sejais indolentes no zelo, mas fervorosos no espírito;
dedicai-vos ao serviço do Senhor.
Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação,
perseverantes na oração.”
Subscrever:
Mensagens (Atom)



