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Yeshuah… nazareno Jesus…


Yeshuah… nazareno Jesus…
entraste na minha vida, não me lembro quando
sei que hoje me dominas, sem me possuir
sei que me possuis, sem me dominar
e estás, sem estar…
quase te sinto dizer-me baixinho o quanto me queres
como sou importante para ti
que não me queres perder jamais
que jamais me largarás dos teus braços

Yeshuah… nazareno Jesus…
e estás…
és homem inteiro, aqui e agora
corre em ti o sangue luminoso ressuscitado
para que eu te possa ter aqui
para que os teus braços jamais me desamarrem de ti

Yeshuah… nazareno Jesus…
quem és tu?
quem és, que quanto mais te conheço, mais me encantas?

Yeshuah… nazareno Jesus…
amo-te

parece-me...


Às vezes tenho a impressão que temos o poder de arrancar Deus de dentro de nós, e das nossas relações com os outros…
… e colocamo-l’O, bem instalado em alguma nuvem
lá no alto, bem longe, para não incomodar e não nos comprometer
Depois, quando nos apetece, ou andamos mais aflitos
olhamos para o céu, para onde “arrumámos” Deus e pedimos-lhe uns favorzitos.
Ou apaziguamos-lhe as iras, com rituais pagãos esteticamente elaborados, em honra de um deus que se senta num trono feito de nuvens, a assistir ao nosso show, e a aprovar ou a desaprovar o que fazemos ou não.
Que indigno da nossa raça!... Que indigno pensar isto do nosso Deus!...

Sinto o Coração a arder, ao pensar como um homem,
tão ser humano como eu
inteiramente humano,
tinha pés, mãos, braços, coração, e um rosto,
e tratava o nosso Deus por “tu”…
oh… sim, um escândalo para os religiosos da época
este homem com um rosto foi ressuscitado,
confirmado na totalidade da sua vida… por Deus, o Abba Amado
“És o Primeiro do meu Filho…”

Jesus…. Yeshuah… quem és tu, tão vivo agora,
2 000 anos depois de teres nascido?
Arrancaste, finalmente Deus lá do alto, onde Ele não está!
Até ao limite foste, com a tua vida cheia… plena
nesse limite máximo, suspenso numa cruz,
fizeste o nosso Deus-Abba “descer”
desceu por aí… para te erguer
“És o Primeiro do meu Filho…”
Yeshuah… como fazes tu, para que eu te admire, te ame tanto?
Tu, os pés, mãos, braços, rosto humano que tratava a Deus por “tu”
escândalo para os religiosos da época…
… como poderia hoje ser de outro modo?

Parece que hoje teimamos em “arrumar” Deus, de novo, nos altos céus
porque incomoda, compromete a vida
e como Jesus é aquele rosto que fala do Deus verdadeiro… próximo… perto,
de Deus que está nos sorrisos, e não dentro das paredes dos templos, ou altares,
de Deus que está no abraço, e não nos rituais mecânicos sem sentido
de Deus que está na presença de quem está, e não é uma sombra fria e longínqua
e como Jesus é aquele rosto que fala deste Deus verdadeiro… próximo… perto,
então é preciso “arrumá-lo” também lá no alto, nos altos céus, ao próprio Jesus,
porque também ele incomoda e compromete a vida

Jesus… Yeshuah…
Que delicioso é para o Coração livre, dar de caras com a tua vida!
Como me encantas…
Yeshuah… o teu jeito de viver, hoje
hoje… escandaliza os “religiosos” da época…
Estás aqui!
És Verdadeira Presença… estás Próximo… estás Perto
Estás aqui!
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meu nazareno

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(perdoa-me a longa ausência por aqui...
contratempos bem próprios de quem vive, ehehe
agradeço profundamente por passares aqui e por sentires,
como eu, uma sede da profunda descoberta da Verdade de Deus!
Abraço-te!)

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meu Amor maior que todos
meu nazareno que não és meu, mas que sempre me fazes desejar que o sejas
meu pobre do Deus pobre
meu sempre totalmente outro sempre mais
meu vinho doce, sempre novo, delicioso, que de cada vez é sempre o vinho melhor
meu hábil e perfeito dançarino conhecedor das danças da vida
meu amor que seduzes, que fascinas a quem te busca e encontra na pura verdade
meu galileu que jamais recuas diante de quem torna toda a pessoa menos do que é…
… porque ser menos do que é, é ser infeliz
meu nazareno que és o potencial máximo do ser humano, a quem todos nos podemos ligar… e ser levados assim, nos teus braços de homem inteiro, pela dança da Ruah…
… ao Abba
ao Abba, minha Comunhão Feliz de todos os Corações
ao Abba, meu Amor pleno sempre novo
ao Abba, minha Explosão eterna de Vida
ao Abba, meu Amor
ao Abba, minha Sintonia
ao Abba, minha Comunhão perfeita, e sempre mais

meu nazareno pobre, do Deus pobre
meu mestre
gastaria todas as palavras do mundo para chamar por ti
gastaria todas as comparações com o amor, que encontro na natureza
e de tanto repeti-las
e de tanto querer fazê-las carne e sangue meus a circular no teu corpo
na tua vida ressuscitada
gastaria todo o número de vezes que sempre anseio dizer: AMO-TE
a ti, meu nazareno pobre e livre
a ti, e a quem me faz vislumbrar uma sombra do teu olhar único sobre mim
gastá-las-ia, as palavras, porque agora tudo o que conheço é limitado,
ainda que belo, tudo é incompleto e tudo espera comigo o que eu espero
quero dizer esse AMO-TE perfeito, eterno, ao Abba, soprado pela Ruah,
porque tu, meu nazareno, meu Amor maior que tudo, não me bastas
comunga-me tu, a mim, e leva-me contigo, nesse amor sempre novo que vives
olha para o meu passo tosco, na dança
dança por mim
dança comigo
faz-me parte da tua vida ressuscitada
faz-me parte de ti
porque te pertenço
porque te pertenço
porque te pertenço
meu nazareno, da galileia de todos os tempos, meu mestre, meu amor…
meu único sensei
meu único sensei