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EM TI...


Yeshuah Amado…
Não te vejo porque ainda não tenho olhos ressuscitados
Yeshuah Amado…
Não te vejo porque se te visse, seria só porque serias “igual” a mim
Um dia foste…
mas hoje não és a Carne e Sangue que sou eu hoje e agora a fazer-me pessoa profundamente humana
Um dia a morte tirou-te do que morria
e as mãos do Abba quiseram fazer correr-te nas veias do teu ser inteiramente humano…
… o sangue resplandecente da Ruah
Como poderia eu ver-te hoje?

Não és tu que não te mostras…
Sou eu… que ainda não sou como tu…
… e por não ser como tu, contigo… EM TI… não te sei ver ainda
agora vejo-te melhor de olhos fechados
porque quando te vir não há-de ser com este olhar
este olhar acaba
e nada contigo, EM TI… acaba…

deixa-me morrer bem que é nascer todos os dias, contigo… EM TI…
quero ver-te, mas não com este olhar pequeno
quero ver-te, depois de nascer contigo… EM TI…Yeshuah Amado Ressuscitado…

Pediste-me que dissesse o que é o sofrimento...


Sabes… pediste-me que dissesse o que é o sofrimento, mas a verdade é que eu não sei o que é… não sei porque existe… e se não existisse, não sei se seríamos mais felizes ou menos felizes por isso.

Às vezes penso que o sofrimento é esbarrar contra uma parede onde está escrito:
“PERDI…”
ou
“ESTOU A PERDER…”
ou
“VOU PERDER…”
Até tenho vontade de te convidar a completar esta frase, porque o que perdeste, ou estás a perder, ou vais perder é quase sempre causa de alguma dor ou angústia para ti, do mais profundo de ti.
Atreve-te a completar alguma destas frases dentro de ti. Partilha-a, se quiseres e do modo que entenderes, ou então guarda-a em ti pensando nela muito a sério. É importante colocar à luz o que levamos dentro de nós e que, às vezes, nem nos apercebemos que muitas vezes nos prendem os movimentos e impulsos para “caminhar” e viver serenos.

Falando assim friamente tenho mesmo vontade de dizer isto…
É preciso assumir, de uma vez por todas que:
NÃO É POSSÍVEL FAZER DESAPARECER O SOFRIMENTO DA FACE DA TERRA!
Sabemos que a dor nem sempre é gerada pela injustiça, fruto da crueldade ou indiferença de muitos que nos querem “dominar”.
A causa da dor existe também na Natureza, através das doenças ou catástrofes naturais ou as limitações do nosso corpo ou as limitações do nosso planeta.

Sofremos mais quando não encontramos sentido nem utilidade para a dor sem sentido, absurda e sempre injusta, parece que ela não cabe em lugar nenhum de nós… não fomos criados para sofrer!...

Como haveremos então de viver o que não é possível evitar?

Sem lhe fugir, o melhor modo de encarar o que nos dói, é “olhá-lo de frente”, sem medo, sem aumentar e também sem diminuir o verdadeiro tamanho da sua importância.
Pois… isto de medidas não é fácil… Mas porque ninguém vive e “cresce” sozinho, também não sabemos “olhar” bem sozinhos para dentro de nós… e tantas vezes é importante procurar alguém que nos ajude a “ver” melhor, ajudando a dar aos problemas e sofrimentos o verdadeiro tamanho que têm.

Sempre procurando dar sentido ao que está a acontecer dentro de nós, assumindo-o, e sobretudo superando-o, sem permitir que nos bloqueie…
… assumindo-o, e sobretudo superando-o com alguma “arte” e criatividade.

É por tudo isto que te peço… não te isoles e te feches na tua dor, não permitas que seja só tua!...
Como às vezes não vemos bem o tamanho desse “monstro” que nos dói… parece-nos que ele cresce muito quando vivemos no escuro do nosso isolamento.
Quem vê “do lado de fora” às vezes vê com mais clareza. E não existe fraqueza nenhuma em precisar de partilhar com alguém o que sofremos.

A dor partilhada é um peso que, repartido, se torna mais leve de viver.

Se te dói… chora, SIM… chora… refila… reage… tens direito a sofrer e até a revoltares-te… mas não te deixes ficar aí por muito tempo, porque isso rói-nos por dentro.
Olha como à tua volta o mundo gira, sempre cheio de cor e de vida. Não te deixes arrastar e afundar pelo que te faz sofrer, assim sozinh@!...
Experimenta partilhar, com alguém que sintas ser digno de escutar essa parte de ti.

E… escuta bem o que diz o nazareno Jesus… quando, no meio da tempestade, na barca que quase afundava, os discípulos e discípulas já não sabiam o que fazer, ou o que dizer, ou no que acreditar, ou o que temer… desesperados…
… ainda que nada entendas em alguns momentos: “NÃO TENHAS MEDO!”

Se ainda estiveres com coragem para me ler mais um pouco... deixa-me só rematar com o que escrevi há uns tempos AQUI

E deixo-te um abraço muito grande!...

Sou o Tempo que vivo



És o tempo que vives!...
É assunto sério este do Tempo.
Pensa como o vives e encaras?
Se não o preenches de ti própri@, com a tua presença lúcida e a tua maior verdade, corres sempre o risco de andar a SOBREviver e não a VIVER…

É que, às vezes, vivemos como que na “SALA DE ESPERA DO MUNDO”!...
Quem é que gosta de esperar? Esperar…? Esperar…? Esperar…?
… quando parece que o Tempo nunca mais passa até chegar aquela hora determinada ou indeterminada…
… e mal nos damos conta, lá está a ansiedade a montar uma tenda dentro de nós.

É que, às vezes, vivemos como que na “MONTANHA RUSSA DO MUNDO”!...
A que velocidade louca o mundo corre e evolui ou se degrada, e quanta luta se vê porque só vence o mais forte de uma força que é tão pobre de humanidade verdadeira.
E parece que o tempo nunca chega para terminar o que há a fazer, os minutos esgotam-se demasiado depressa diante daquele objectivo determinado ou indeterminado…
… e mal nos damos conta, lá está a ansiedade a montar uma tenda dentro de nós.

E podemos ser como que engolidos pelo Tempo.

Será tão inevitável viver assim?

Tempo é como que um espaço que podes preencher de ti.
Tempo é agora, é hoje o que foste e o que és e o que anseias ser.
Não és só o que foste… com o que possas ter vivido de melhor ou pior.
És hoje e agora o que foste com as circunstâncias que viveste e as opções que tomaste, e és sempre hoje e agora o início daquilo que serás, mediante as circunstâncias que viveres com as opções que tomares, hoje…

Preenche o tempo contigo, como se o tempo fosse uma tela e tu uma cor:
Desenha-te na tela da Vida!...

“Pega” no Tempo e vive-o de maneira criativa e construtiva, ainda que muitas vezes sob a pressão de tudo o que é exterior a nós e tantas vezes nos oprime.

“Pega” no Tempo e torna-te dono dele, pelo único motivo que é quereres ser tu a comandar a tua vida, e a criá-la e recriá-la sempre de novo, procurando encontrar sempre o sentido de tudo o que te ocupa o teu Tempo.
Encontrar as causas últimas daqueles tempos que somos como que forçados a preencher desta ou daquela maneira.

Encontrar o rumo de todo o nosso Tempo, em toda a nossa Vida, sempre de olhos postos no nazareno Jesus:
“Ninguém me tira a vida… sou eu que a dou.” Jo 10,18