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"Escravidão"... Liberdade... Verdade... Felicidade...



Os encontros com Jesus… com Yeshuah, que é um homem inteiramente livre, sempre provocaram a libertação (tantas vezes representada nas “curas”) dos que eram dominados, encurvados pelos dominadores,
e, ao mesmo tempo, provocavam o desconforto dos dominadores, esses que se sentam nos lugares altos com a intensão de aumentar sempre mais e mais o seu bem-estar, ou o seu ego, à custa da injustiça imposta àqueles que se colocam irremediavelmente ao seu serviço.

Mais do que as palavras ditas ou não pelo Yeshuah… a verdade do seu anúncio é a sua própria vida, completamente esvaziada de qualquer tipo de poder. E estranhamente é aqui que reside a sua maior força, o seu maior “poder” não-dominador mas libertador dos domínios… esse nunca querer possuir nada nem ninguém.
O anúncio da sua vida verdadeiramente livre choca e escandaliza a muitos…
Falar e viver agora, este acreditar e este seguimento desta vida livre de Jesus, de Yeshuah, choca e escandaliza a muitos também.
Yeshuah é o nosso Salvador… não em nome de nenhuma “transacção divina” em que todo o sangue ou a vida dele foi derramada para apaziguar a suposta fúria divina de Deus connosco, por sermos mauzinhos… Se assim fosse, então seria muito oportuna a questão também: Então porque nos criou Ele assim, desobedientes? Criava-nos obedientes e a questão ficava mais simples… deu-nos a liberdade de escolha, mas então porque não nos criou com o discernimento certo logo de uma vez? Pouparia muito trabalho, muita guerra, muita desonestidade, muita desigualdade…

Mas Deus, o Abba, é tão Deus… que nos criou em crescimento permanente… vamo-nos fazendo gente, cada vez mais humanos, e assim cada vez mais plenos do que somos, tal como Deus é plenamente o que é. Somos o bem mais precioso do Abba que vê no Yeshuah, aquele que nos salva de tudo o que nos prende, é aquele que nos salva, nos liberta de tudo o que não nos deixa que nós sejamos cada vez mais o que somos plenamente… que é o que o Abba vê e já ama tanto.

Esta Salvação não acontece no momento de uma morte por crucifixão.
Esta Salvação não acontece somente a partir do momento daquele nosso último nascimento, esse terminar de morrer para entrar na mesa do Abba.
Esta Salvação acontece agora, é esta Libertação que permite a própria construção pessoal, de modo consistente, equilibrado, feliz, garantido pelo Abba.

Impressiona-me sempre a fibra que precisam de ter os Nadadores Salvadores…
Um dos maiores obstáculos que um Nadador Salvador tem que enfrentar em condições sempre complicadas, nem é a força das ondas do mar ou a sua temperatura, pois está preparado fisicamente, treinado para isso…
… o que é sempre imprevisível é o estado da vítima a socorrer, sempre aflito por conseguir respirar e se manter à superfície, o pânico e o esbracejar descontrolado, e o querer agarrar-se ao Nadador... só atrapalha o salvamento, ou a salvação. É que é um momento fundamental para dar espaço à confiança… e ao deixar-se levar por quem sabe que o pode ajudar…
Em momentos de tão profunda angústia, divisão interior, em que toda a espécie de “deuses” que permitimos que nos dominem, nos escravizem dentro de nós e nos conseguem tornar miseravelmente infelizes quase podemos escutar o Yeshuah, de alguma maneira, dizer…
“Sossega… eu estou aqui
Sossega… eu estou aqui
Sossega… eu estou aqui
Deixa-me levar-te comigo, deste mar que estás a permitir que te engula
Deixa-me estar contigo através de tantas maneiras

Sossega… eu estou aqui
Deixa-te salvar, hoje, por mim
Se calhar não te tiro do mar que estás a permitir que te engula
mas vem, sobe para o meu barco
e descansa com a cabeça no meu colo.

Sossega… eu estou aqui
o que vives dói, mas é pequeno porque não é eterno
Olha nos meus olhos
Vê a verdade de ti, dentro dos meus olhos
Sossega… eu estou aqui”







se quiseres... HOJE, O POEMA É TEU...

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"Senhor,
De cujo Amor, brotou a água,
No deserto,
Para o Povo;
De cujo Amor, nasceu a flor
Da fraga dura;
Graças te dou por seres,
Em minha vida,
Liberdade,
Por seres o pão
Que partilhado em minha mesa,
è sinal de um Reino Novo
De fartura."

Glória

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"Lembro-me como se tivesse sido esta manhã…

Representantes das gentes do mundo inteiro foram encontrar-se com Deus. Eu, curioso, meti-me no meio…

Quando o encontraram, a fazer Festa em Família, pediram-lhe a Sua atenção. Tudo parou… Deus parou…

E os representantes das gentes do mundo inteiro, depois de Lhe relatarem o monte dos seus problemas, pediram a Deus um sinal: “Dá-nos um sinal do Teu Poder! Dá-nos um sinal do Teu Poder!”

Nesse momento, os pés da minha imaginação levantaram voo e fui para muito longe dali, como se me tivessem pedido esse sinal a mim.

Ao fundo do lugar em que Deus Se fazia Festa e Família à Mesa, havia uma enorme pedra. Imaginei-me a realizar ali o sinal do meu poder, como se mo tivessem pedido. Num segundo, saiu um raio das minhas mãos que cortou a rocha em tiras como se fosse manteiga, baixei e com um murro esmaguei-a de vez, pulverizei-a à segunda, e com um sopro potentíssimo do meu peito fiz desaparecer o pó como que por magia…

E, contente, aterrei de novo do voo da minha imaginação e dei comigo de novo ali, enquanto Deus conferenciava para decidir qual o sinal a mostrar…

De repente, chamaram-me. Deus mesmo chamou-me!!!
“Vem cá”, disseram…

Sentaram-me à Mesa, à Sua Mesa, virado para aquela enorme rocha que se via ao fundo… e depois, disseram-me: “Espera… Põe-te com atenção e espera…”

Eu esperava que a qualquer momento a rocha explodisse… mas não explodiu…

Esperava a luz de um raio caído do céu que a rasgasse… mas nada veio de lado nenhum…

Esperava uma força desconhecida qualquer que transformasse aquilo em nada… mas, nada…

E, então… começou a surgir, do meio da rocha, nascida de um sulco, uma flor cheia de vitalidade…

Recomeçou a Festa à Mesa de Deus! O sinal estava dado, e era perfeito! Ninguém o duvidava, naquela Mesa… Nem eu já! O sinal era perfeito. Quem estava à Mesa sabia já bem o que Deus queria dizer.

Eu comecei nesse dia a descobrir…"


Rui Santiago




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"Que cada alma saiba acolher a melhor oferta do eterno poema de AMOR do Criador,atravessando a nudez dos desertos,que são plenos de Vida.
Que Paz transmite o deserto do nada!!!..."

For@-da-lei

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as lógicas das crianças...




"Se bem que Deus ame todos os homens e para todos prepare um banquete, há aqueles que Ele convida para uma mesa especial; a outros ainda, a quem Ele testemunha ainda mais proximidade, Ele come no mesmo prato e bebe no mesmo copo."

Angèle de Foligno


A lógica das crianças deve ser a que mais se aproxima do jeito de ser de Deus...
... e deve ser por isso que Deus escolheu "mostrar-Se", através delas, e através de todos os "pequenos", porque só estes são tão grandes aos olhos d'Ele e O cativam de tal maneira que só eles têm braços capazes de O abraçar quase Inteiro, e só por eles Ele Se deixa abraçar...

Com eles, Deus não tem mordomias, se O acolherem na própria casa, senta-se à mesa e come com eles do mesmo prato e do mesmo copo...