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Quero muito muito que sejas feliz!...

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VIVE!...

Talvez acredites que eu não te sei dizer as palavras certas... não sei mesmo!

Acredita só que quero muito que sejas feliz e que aprendas a ver o que é realmente importante, pelo que vale a pena gastares-te e "perderes-te" para ganhar esta aventura de ser tecidos na Humanidade inteira, e com ela inteira nascer.

Acredita só que, ainda que eu não te conheça, estou em profunda comunhão contigo.

Acredita só que é possível ser feliz... e que fazendo de conta que se é sem o ser, sozinh@, não nos torna felizes.
Felicidade é sinónimo de Comunhão com alguém.

Acredita só que é indigno do ser pessoa quando desejamos que todos girem à nossa volta, como se mais nada existisse no mundo do que os nossos interesses, desejos e inquietações para pacificar. Como se todos tivessem a obrigação de estar centrados em nós...
... dá o salto para fora de ti, está na hora!... Eu acredito que és capaz de o dar!

Acredita só que é na doação de ti própri@ está o segredo de uma realização pessoal sem medida... e, sem te dares conta, estás a viver o melhor de ti, numa alegria que não é fabricada. Numa alegria que tu não construiste porque a felicidade não é coisa que se consegue à força de a desejar para ti mesm@, mas à força de a desejar para outro que está fora de ti, que não és tu própri@.
O teu sorriso nasce verdadeiro quando vês o sorriso do outro, e quando fazes parte desse sorriso do outro, o teu mundo enche-se de luz.

VIVE!...

Acredita só que eu estou por aqui... sempre

Como crianças sentadas na praça...


Sem nos apercebermos do absurdo, muitas vezes, quereriamos ser nós a ensinar ao nosso Deus como é que se cria um mundo perfeito.
É que, muitas vezes, implicamos por isto e por aquilo, como se o mundo fosse imperfeito.
Em que deus acreditamos, afinal, se nos queixamos tanto deste mundo “imperfeito”?
Saberia Deus criar e desejar um mundo imperfeito?
Se calhar o mundo não é imperfeito mas sim… inacabado.
Se acreditamos mesmo que esta Terra que habitamos foi mesmo gerada por um Deus-Amor, nunca podemos esquecer que Ele nunca quis ser Deus sozinho. Ele faz-nos a nós colaboradores Seus na CONTÍNUA Criação do mundo, como filhos e companheiros Seus.

Já chega de andarmos a querer ensinar ao próprio Deus, com tanta queixa nossa, como é que Ele haveria de ter criado o mundo “perfeito” que só existe nas nossas cabeças, só às nossas tão pequenas medidas…

Está mais do que na hora de pegarmos em nós e começar a colaborar a sério, entrar nesta corrente da criação com Deus, treinar a dança…
… e começar a petiscar as entradas servidas no banquete eterno, que é aqui, neste mundo inacabado, que são saboreadas… esses petiscos são mesmo para saborear e nos fazer ganhar apetite de vida eterna… nos fazer desejar o grande banquete.
Mas é preciso ajudar a pôr a mesa, estudar as ementas das entradas, servi-las a quem esteja disposto a acolhê-las e saboreá-las, e acolher e saborear as que nos oferecem... saborear pedacinhos de vida eterna… a Comunhão sonhada que começa a aprender-se, vivendo-se assim.

Às vezes somos demasiado “velhos”, com rosto de meninos birrentos, zangados com tudo e com todos, sempre à procura do pior que o mundo tem, só porque cismamos que o mundo há-de ser feito à nossa imagem e semelhança. E a vida sempre fora de nós à espera de ser vivida.
Nós somos bonitos, não duvido… eheheheh… mas Deus é muito mais ainda
Então, construamos e sejamos aquilo que o Deus belíssimo é… COMUNHÃO
Então, construamos e sejamos à imagem e semelhança DELE… só DELE…

“A que hei-de comparar esta geração?
São como crianças sentadas na praça e que dizem umas às outras:
‘Toquei flauta para ti, e não dançaste.
Cantei um cântico fúnebre, e não choraste.’” Mt11,17; Lc7,32

A que deuses permites que dominem a tua vida?... Em que reinos habita o teu Coração?



Fazem eco dentro de mim e fora, os clamores de alguém a quem chamaram Isaías.
Chamavam-no Yesha’Yah… esse que com o nome e a vida bradava que a Salvação é só unicamente a d’Aquele que não tem princípio nem acaba nunca.

A eles, tantas vezes os vejo levantarem-se diante de mim…
… vejo como com as suas sombras se sabem tornar gigantescos,
mas são pequenos
cabem na palma da mão
quem quiser, pode esmagá-los entre os dedos.

Uns são talhados na madeira,
outros são moldados em barro e cuidadosamente pintados,
a outros elaboram-nos escritos e adorados em letras de folhas de papel que tantas vezes chamam de leis disto e daquilo,
outros ainda, às vezes, até tomam a forma de gente aparentemente humana,
revestem-se quase sempre das capas falsas dos deveres de gratidão, ou dos deveres de qualquer outra coisa…
capas falsas de desejos de aparências do que não se é… mas são sempre todos mentirosos, todos…
São os deuses que tantas vezes e de tantas maneiras permitimos que nos possuam.
Eles vivem todos nos palácios dos seus reinos,
uns reinos onde a maioria dos possíveis se torna impossível
porque nos fazem desejar a lua fria,
e nos fazem desdenhar do abraço quente.
É… esses deuses mentirosos, com os seus reinos tornam-nos iguais a eles,
frios e mortos,
quando permitimos que se apoderem do nosso sopro de vida.

“Os fabricantes de deuses falsos nada são,
as suas imagens preciosas nada valem.
Os seus devotos nada vêem
e nada compreendem,
por isso ficam confundidos.
Porquê modelar um deus
ou fazer uma imagem,
se não serve para nada?”
Is44,9

Não há mal nenhum em vê-los passear-se na nossa vida com todas as suas manhas que crescem sempre no escuro do profundo de nós…
… estamos por aqui sempre a caminho, a fazermo-nos gente em qualquer destes tempos que tenham horas e minutos, sempre com mais uma oportunidade de expô-los à luz, e ver como são pequenos, e deixar que cá fora a luz os desfaça, porque são mentira, porque são falsos, porque são sombras…
… e o Reino do Abba chama, o Yeshuah nunca se cansa de o anunciar de modo sempre novo, extasiado, ressuscitado com tão boa notícia
… e a Ruah, no mais íntimo de nós, no-lo revela num sussurro meigo, que acreditando nele, nos delicia e torna felizes.

Quero viver no Teu Reino, Abba, Pai meu
Renuncio a todos esses reinos que me dividem por dentro
e me tornam menos do que sou.
Pertenço-te, Deus-Abba-Amor, porque assim o quero
Pertenço-te, Humanidade Inteira sempre a gerar-se Filha do meu Deus.
Quero nascer contigo.

“… Tu és um Deus escondido, Deus de Israel, Salvador.
Os fabricantes de deuses fogem cheios de vergonha, baralhados.
Mas Israel será salvo pelo Senhor com uma salvação eterna,
para que não se envergonhe,nem seja confundido até ao fim dos tempos.”
Is45,17