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Celebração Sacramental – 6ª Etapa no Catecumenado

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A Vigília Pascal era a grande celebração para a realização do Baptismo.
Nos primeiros tempos fazia-se onde havia água corrente, um rio ou uma fonte onde os Eleitos se banhavam na 5ª Feira Santa, jejuavam na 6ª Feira Santa e velavam no Sábado Santo.

Ao amanhecer de Domingo, com o canto do galo, os Eleitos aproximavam-se da água e despiam-se (símbolo de abandono da vida passada e renuncia ao Homem Velho) primeiro as mulheres, depois os homens, separadamente acompanhados da diaconisa ou do diácono respectivamente.

Predispunham-se interiormente ("effattá"=abre-te)
Renunciavam a Satanás voltados para o Ocidente (símbolo do mundo pagão) e proclamavam o Credo voltados para o Oriente (para Roma).

As mulheres eram em seguida ungidas pela diaconisa, e os homens pelo diácono, com o óleo dos exorcismos, no peito e nas costas (ou em todo o corpo).

Mergulhavam três vezes na água juntamente com a resposta às perguntas fundamentais da fé.
A sair da água, os recém baptizados eram ungidos com o óleo que havia sido consagrado pelo bispo, e eram vestidos com uma veste branca.

Na igreja já os esperava o Bispo para lhes impor as mãos e os ungir com o Terceiro Óleo, o da "Acção de Graças". O Bispo dava-lhes em seguida o "ósculo santo" (beijo da paz). A partir deste momento os novos baptizados podem saudar com o beijo da paz a toda a comunidade, podem apresentar oferendas à mesa da partilha e comer do mesmo pão.

Curiosamente, em alguns lugares, além do pão e do vinho, recebiam também leite e mel (os sinais da Terra Prometida).

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Vi-te no centro

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Vi-te no centro da minha humanidade meio perdida
onde estás senão no centro de mim
o fruto que deste debaixo da terra,
o teu Deus, fez levantar mais alto que todos os céus
para que ninguém deixasse de te Ver

Vi-te… mas desejo os teus olhos…

o círculo da vida gira a essa velocidade estonteante
tudo é novo e tudo envelhece
umas vezes inebria e anestesia
como outras vezes enjoa nesse “ram-ram” dos dias todos iguais

Vi-te… mas desejo os teus olhos…

tu, que te encorvaste no meio dos encorvados anawim
tu, que foste arrancado das garras de todas as mortes
tu, que foste vivo e és agora o mais vivo dos vivos
tu, Yeshu,
dá-me desse teu olhar que vê bem,
para que me diga onde começa a vida
onde acaba a morte

onde hei-de viver
onde hei-de morrer

como se vive e morre?
de olhos abertos ou fechados?

acredito que o teu maior salto foi de olhos fechados
e que, ainda assim, te doeu mais que tudo

quero os teus olhos de esperança no meio de mim
e, aí, quero as tuas mãos, as que arrancam da morte também
para seres sempre tu, no meio de mim
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O Tempo Quaresmal (preparação próxima) – 5ª Etapa no Catecumenado

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Este período, desde a Eleição até ao Baptismo, era feito numa quaresma, iniciada com a inscrição solene do Nome Novo.

No séc I era um tempo em que muitos fiéis oravam e ajudavam os catecumenos.
As catequeses quaresmais e pascais centravam-se sempre no Evangelho, no Símbolo da Fé (Credo) e na Oração Dominical (Pai Nosso).
Este era o momentos dos 3 escrutínios (3 momentos de decisão) que aconteciam no 3º, 4º e 5º Domingos da Quaresma, cujos temas se centravam, respectivamente em cada Domingo, na Água Viva (Samaritana), Luz (Cego de nascença) e Vida/Ressurreição (Lázaro).

Os Escrutínios têm duas finalidades:
- PURIFICAÇÃO - Ver o que no Coração dos Eleitos possa haver de fraqueza, doença ou maldade para que seja curado
- ILUMINAÇÃO - Ver o que no Coração dos Eleitos há de bom, para o fortalecer em Cristo.



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