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Com quem queres passar a eternidade?

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"«Com quem queres passar a eternidade?» é por nós encarada como uma pergunta religiosa.
A eternidade é a vida para além da morte e isto, para todos os efeitos, é apenas a continuação da linha das nossas vidas para além do desaparecimento dos nossos corpos físicos.
Do que às vezes nos esquecemos é da única pessoa que não poderemos evitar nessa eternidade:
Nós próprios


A pergunta que a religião nos oferece é então:
Tens a certeza de que és uma pessoa com quem gostarias de passar a eternidade?
E esta é uma boa questão."

Mark Rowlands

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É assim que te vejo

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É assim que te vejo,
Ruah… Hálito de Deus,
és tantos nomes

É assim que te vejo,
Ruah… Inquieta e Sossegada
Impetuosidade e Suavidade
Força e Fraqueza

sempre a transbordar de vida em semente
em mãos novas e antigas
em permanente dança que arrasta para o colo do Abba
… para Casa

Brisa de Deus que só te ouço no sussurro
que te vejo fugir das multidões sem nome nem rosto
dos que se juntam, mas não se unem nas catedrais de massa humana

Vejo-Te sempre presente no meio daqueles que se reúnem
em nome do Teu Amado Nazareno
no meio da família mais “pequena”
são as tuas veias, Ruah, que por eles passam e os une e reúne e reúne
é por ti que corre a seiva ressuscitada do Yeshu, que chega até eles





Ruah… leva-nos para Casa,
onde, mais que um Deus, nos espera um Pai



"Ser Filha é o melhor Presente do Deus Pai!"
Ni




"Ruah, Espírito Santo, Amor circulante, que sopras onde e por onde bem Te apetece...
Onde dois ou três se reúnem em Seu nome, Tu aí estás , com a Sua força e a Sua Graça.
Contudo... foges a sete pés das multidões, onde as pessoas são número para estatística.
O que sonhas para o Povo que caminha para Casa do Pai,
é infinitamente maior que o barulho ensurdecedor de uma multidão que grita "Y love You! Jesus!"
Eu acredito que o que Tu sonhas
é que se sintam e saibam companheiros de Viagem e Aventura nestes dias que vivem...
Bendita sejas, Ruah!"
Figlo






"Eu vejo-Te sempre presente no meio de pessoas que passam na minha vida e me ensinam a saboreá-la no melhor que ela tem em mim e para os outros. 
Eu vejo-Te sempre a actuar no meio de nós como quem está sempre atento às necessidades de cada um.
Eu vejo-Te como quem namora e vão se descobrindo, crescendo e amadurecendo na arte de amar.
Eu vejo-te e sinto-te permanentemente a ajudar-nos a criar e recriar coisas novas, proporcionando a cada um de nós mesmos, a experiência da bondade de Deus.
Eu vejo-Te como quem nos conduz ao encontro face a face com Jesus de Nazaré, o do Evangelho, que vamos descobrindo, pouco a pouco, a Esperança de uma vida mais feliz e mais realizada.
Eu vejo-Te a emergir em qualquer lado, como uma semente lançada e se espera pela hora da sua colheita.

Mas deixa-me pedir-Te uma coisa Ruah: toca também os corações dos que dizem por aí no meio da multidão, que estão, porque têm muita fé, fazendo penitência pela paz do mundo. Liberta-os dessa beatice, mostra-lhes que a fé tem espaços para muito mais..."


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Auquele que não foi curado

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Parece que há histórias assim… vidas… aparentemente destinadas a não ter um “Happy end”, da minha muitos poderiam dizer isso.
Alguém me tinha falado dele, esse que era de Nazaré, um povoadozito mal conhecido do Norte. Diziam, ao falar do Nazareno, que finalmente o Coração dos Céus de Deus se havia aberto novamente depois de centenas de anos fechado. Abriram-se os Céus com o dom deste grande profeta, grande em palavra e obra.

Para quem a vida nunca foi muito favorável não é muito fácil acreditar nestas conversas. Porque raio esse Deus Se haveria agora de lembrar de nós?... Não terá Ele mais que fazer?
Seria bom demais acreditar.
Mais certo será que isso seja boato começado por uns quantos fanáticos que gostam de ver e imaginar o que não existe.

Duvidei de mim próprio, e disse a mim mesmo:
“Matias, põe-te a caminho… sabe-se lá se…”

Se deambulava por aí algum profeta a falar e curar em nome de um qualquer deus eu não perdia nada em acreditar que era possível curar-me da minha cegueira. Ou seria uma esperança em vão?... Enquanto acreditasse seria feliz…

Coloquei-me a caminho

Coloquei-me a caminho, atrás desse nazareno. Por três vezes, sempre no meio de grande multidão, quase me aproximei, quase lhe toquei, quase lhe falei, quase deixei que me curasse.

Quase…
Não gosto particularmente de multidões. São como muros que me impedem de procurar, encontrar e falar.

Sou o Matias, aquele que, no meio da multidão, não foi curado pelo nazareno da sua cegueira. Talvez tivesse tentado aproximar-me mais vezes, mas em pouco tempo os Grandes mataram-no.
Vi que ele nem fugiu, nem formou exércitos com as multidões de homens, mulheres e crianças que o seguiam para todo o lado. Cá estava um grande sinal, sofreu a mesma sorte de todos os profetas. Mas ele era mais que profeta…

Quando o nazareno, ao ser morto, deixou de ser um, passou a ser vivo em muitos, foi então ele que se aproximou de mim, me procurou, encontrou e falou.

Hoje, com mais oito ou nove irmão, irmãos pelo Espírito de Deus, vivo a partilha, a esperança, a comunhão, a fé, o amor num Deus que acredito ser meu Pai, salvo do meio de multidões, numa família de irmãos que se conhecem pelo nome e se olham nos olhos uns dos outros.

Sou o Matias, aquele que não foi curado pelo nazareno no meio da multidão.



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