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E tal uma boa notícia para começar a semana?





A iniciativa chama-se "underheard in New York" e está AQUI.
Conhecem aquela expressão ter algo "debaixo de olho"? Esta iniciativa é qualquer coisa como "debaixo de ouvido em Nova York".

"Num tempo em que a comunicação nos rodeia por todos os lados, sentimos a necessidade de dar uma voz a quem mais precisa dela"
O objectivo é uma maior sensibilização/chamada de atenção para os sem-abrigo das ruas de Nova York. Para estes que não têm voz, a quem muitos só conhecem a mão estendida e nem lhes conhecem a cor dos olhos ou a voz, foi-lhes dado o Twitter.

O Danny, o Derrick, o Albert e o Carlos vivem nas ruas de Nova York, foram-lhes oferecidos telemóveis com tarifários já pagos, durante o mês têm envio ilimitado de mensagens de texto e uma conta na rede de microblog Twitter.

O objetivo é despertar a consciência das pessoas e mostrar um pouco dos desafios diários de ser um morador de rua em uma grande metrópole. Os criadores da iniciativa ensinaram os sem-abrigo a acessar e usar o serviço para escrever sobre o que quisessem. A iniciativa foi desenvolvida por Rosemary Melchior, Robert Weeks e Willy Wang


Apesar de não ter como meta arrecadar fundos, Weeks espera que as pessoas tomem consciência dos problemas dos que vivem na rua e os ajudem de alguma maneira, realizando trabalhos voluntários ou contribuindo com doações aos abrigos da cidade. Weeks explica ainda que os quatro homens participam de um projeto piloto, que poderia ser ampliado para novas contas na rede e novas vozes pela cidade, caso outros grupos se inspirem e decidam levá-lo adiante.


Os quatro oferecem a possibilidade de pensar sobre a solidão, as dificuldades e a bondade numa grande cidade.

Vale a pena tê-los debaixo de ouvido.
(é em inglês, pois claro, mas para quem não apanhar um pouco de inglês, conhece-se sempre alguém que sabe mais dessa língua e poderá traduzir um pouco. É bom conhecer um pouco os desabafos da vida destes Irmãos)

Cá estão os links para eles:

Boa "ESCUTA"
Boa Semana


Shalom

...











Ocupa o espaço amplo e nu
esse que a música abre dentro
rompe essa capa de que a Humanidade se veste
todas as noites
em que as feridas fecham lugares
fecham amores esquecidos, apagados, feridos, outros nunca nascidos
Vem Ruah, Espírito, Sopro que passa e sempre volta
Faz mais dentro o Teu ninho de pomba mansa
Aninha-Te e sossega “até que o Amor queira”
A minha Humanidade sempre anseia ver a Tua tenda
ganhar os traços que o nosso Tempo gasta
no seu centro
Sossega e desperta
Dá à Tua Humanidade que é minha
os olhos de criança
e as mãos dos velhos
o coração dos jovens
não permitas que nela se apague o sonho de pobre
nem a esperança de quem caminha de pé, de mãos vazias
e a canção da liberdade que leva no peito o que é injustamente perseguido ou sofredor
Toca Tu dentro de mim essa melodia sempre nova
quero escutar de Ti, outra vez e outra vez a história de um homem
um de mim que nasceu, viveu e morreu
esse em quem repousavas, com quem Te encantavas
a quem o Todo-Amor, o Pródigo-Pai, levantou do chão da noite
e o fez para sempre O Coberto, Transbordante de Ti, Ungido… Messias
na minha Humanidade
esse com olhos de menino
com mãos de velhos
o coração forte e vibrante dos jovens
onde pulsam só os sonhos de pobre
e porque tem as mãos vazias estão elas repletas da esperança
caminha, de pé, e no chão dos meus dias
dentro dele murmuras alto e baixinho a canção da liberdade
porque Te deixou nele repousar e ficar





Vem Ruah, Espírito, Sopro que passa e sempre volta
Faz mais dentro o Teu ninho de pomba mansa
Aninha-Te e sossega “até que o Amor queira”
A minha Humanidade sempre anseia ver a Tua tenda
ganhar os traços que o nosso Tempo gasta
no seu centro
Sossega e desperta
Dá à Tua Humanidade que é minha
os olhos de criança
e as mãos dos velhos
o coração dos jovens
não permitas que nela se apague o sonho de pobre
nem a esperança de quem caminha de pé, de mãos vazias
e a canção da liberdade que leva no peito o que é injustamente perseguido ou sofredor
Toca Tu dentro de mim essa melodia sempre nova
quero escutá-la de Ti, outra vez e outra vez