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Ora cá está uma excelente notícia!...


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Certamente já todos conhecemos a Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, sobretudo em algumas épocas específicas em que parece uma “praga” de tanta gente que espera à porta de todos os supermercados e nos estende um saco identificando a organização.
É, felizmente, daquelas notícias que até aparece na televisão, porque tem aumentado a doação de alimentos para fazer chegar àqueles que mais precisam.
É uma acção louvável. São tantos, mas tantos, os desperdícios da nossa sociedade tão consumista. Os bens estão tão injustamente distribuídos, que muitos comem e se regalam, outros passam fome porque não há dinheiro que chegue nem para comer ou vestir, e muitos estabelecimentos comerciais deitam toneladas de comida no lixo.
É isto o que o Banco Alimentar faz: “Evitar o desperdício de alimentos fazendo-os chegar às pessoas que têm fome.”

Como?
Através de “ofertas de empresas e particulares, em muitos casos excedentes de produção da indústria agroalimentar, excedentes agrícolas e da grande distribuição, e ainda produtos de intervenção da União Europeia (…), acrescentam-se os produtos oferecidos por particulares nas campanhas de recolha efectuadas nas superfícies comerciais.”

É evidente, como se vê, que esta organização não trabalha só nestas épocas de campanha para a nossa sensibilização de recolha, mais visível aos nossos olhos, com o saco que nos estendem, na verdade esta organização trabalha TODO O ANO.

Para quem?
Os Bancos Alimentares abastecem, ao longo de todo o ano, instituições caritativas e humanitárias em Portugal. Além da entrega gratuita de alimentos, acompanham e partilham a acção das instituições no sentido de lutar contra a exclusão social.
Fazem cabazes de produtos alimentares que entregam às famílias carenciadas.
Confeccionam refeições que são servidas nos centros de acolhimento ou distribuídas na rua aos sem abrigo ou até mesmo entregues ao domicílio.

Os Bancos Alimentares, curiosamente, não estão ligadas ao Governo, não têm motivação política nem religiosa. Além disso têm contabilidade organizada para que se prove a sua absoluta transparência e idoneidade.
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Alguns números:


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(acima) Evolução do número de pessoas ajudadas
(em baixo) Evolução do número de toneladas de alimentos recolhidos e distribuídos

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Mais…
Surgem agora com um novo e interessante projecto.
Chama-se HORTA SOLIDÁRIA. Um projecto que decorrerá durante este ano 2009, com a colaboração da Direcção Geral de Serviços Prisionais.
Como?
Com a “plantação de ‘Hortas Solidárias’ nos terrenos livres dos estabelecimentos prisionais. Esta acção vai contribuir para promover mais actividades de cariz laboral por parte dos reclusos e produzir legumes para entrega a populações com dificuldades económicas".




http://www.bancoalimentar.pt/

Ora cá está uma excelente notícia!...



Uma semana muito boa para ti!

3 comentários:

figlo disse...

E é nas 2 recolhas anuais, que pelos nossos olhos entram os mais bonitos gestos de solidariedade e até mesmo de gratidão...lembro-me de uma velhinha que entrando no super mercado veio logo pedir o saquinho: "sabe, eu sou muito pobre, também recebo do Banco Alimentar, mas deve haver gente ainda mais pobre do que eu"...Lindo!...e lembrei-me da viúva...

Fora-da-lei disse...

Sobre a noticía da HORTA SOLIDÁRIA.Há muito tempo que tinha esta ideia.
Em vez de se terem criado estádios para ficarem abandonados,teria sido muito melhor edificar mais estabelecimentos prisionais em vários pontos de Portugal,em aéras de cultivo para estes se ocuparem tornando-se úteis para eles próprios e para o país.Mas não só na área da Horta...
Estar preso numa "jaula" por causa de um infortúnio na vida não foi nem nunca será uma boa pedagogia.
As prisões deveriam seguir o modelo das abadias...

mccc disse...

Horta Solidária, belo projecto para ser aplicado, ocupando as pessoas que andam por aí, sem fazer nada de útil. O nosso paúis precisa de projectos de combate à crise, à violência, à pobreza.