Pages

num infinito Mar de silêncio

.
.
.



"Andamos pela terra e pelos mares,
vimos a frescura das fontes e as meigas curvas dos rios,
à flor dos lagos os nenúfares
como brancos sonhos de virgens submersas em palácios de cristal e opala,
os choupos sensitivos, ensaiando asas nos frémitos sãs suas folhas;
andamos pelos céus e vimos astros
e tocamos os sóis e os laboratórios dos mundos;
andamos pelas almas e vimos alegrias sussurrantes
que eram os seus ribeirinhos e sacrifícios de amor que eram a lenha dada ao fogo,
subindo em prece de luz,
e vimos sobretudo
um infinito Mar de silêncio em cujas praias, extáticos, nos quedamos a sonhar…


Dá-me os teus olhos, oh meu Amor,
que neste mar infinito eu me quero aventurar.
Enche-me de astros o Silêncio deste Mar,
oh minha Lira-Mãe das esferas que rolam,
dos Sóis de manto doirado e dos olhos que te rasgam na imensa face do firmamento!"

Leonardo Coimbra

3 comentários:

Dyego Carlétti disse...

Meu irmão, Parabéns pelo Blog! Caminharemos juntos nessa evangelização da juventude!Siga-nos e seja nosso parceiro também la no \O Ser Profeta das Nações!! ::: http://blog.dyegocarletti.net/

Anónimo disse...

Lindo poema Anawîm...


Muito bom estar aqui.


Abraços da amiga do Brasil.

Anónimo disse...

A riquesa da oração em tão Maravilhoso poema .Tanto !
graças.