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4... Yeshuah, o que te ensinaram, em Nazaré, sobre o teu Deus...?



Chamava-se aliança àquele ritual da circuncisão porque era um momento que marcava o momento da entrada do menino no povo da Aliança. Este ritual era praticado religiosa ou socialmente por outras culturas, mas, o povo hebreu tem-no como sinal que não se pode apagar, que identifica a sua pertença a um povo, sinal também da fidelidade à Aliança que Deus estabeleceu com todo o povo.
Circum - cisão… cortar em redor… resultava literalmente numa aliança de carne num povo que tão humanamente inteiros veneravam o seu Deus.

Ao oitavo dia depois de nascer, José levou o Yeshuah menino para ser circuncidado.

Em Nazaré não havia templo, tal como não havia templos ao Deus de Israel em nenhuma povoação pequena ou grande. Para o judeu só havia um único templo onde se podia adorar o seu Deus, era no templo santo de Jerusalém, onde pensavam que Deus habitava de forma invisível e misteriosa. O templo de Jerusalém era, para os judeus, o coração do mundo.
Em Nazaré sabiam-no bem, por isso, no momento das orações, dirigiam o olhar em direcção a Jerusalém. Foi assim que Yeshuah aprendeu também a fazê-lo.
Mais tarde, em vez disto, Yeshuah levantará os olhos ao céu, significando assim a proclamação de que Deus não está encerrado em nenhum lugar, nem é pertença exclusiva de nenhum povo, é o Deus dos céus, é o Deus de todos e está em toda a parte.

Em Nazaré, como em qualquer outro lugar do país, os Sábados eram muito diferentes de todos os outros dias da semana.
Ninguém se levantava cedo.
Os homens não trabalhavam no campo.
As mulheres não coziam o pão.
E o momento mais especial do dia era o da refeição que era sempre melhorada.
Era um dia de alegria e de encontro com os familiares e os vizinhos.
Havia também o encontro na sinagoga onde todos, homens, mulheres e crianças podiam escutar a Palavra de Deus.

As Escrituras, escritas em hebraico, eram lidas ao mesmo tempo que um tradutor as ía traduzindo, parafraseando o texto em aramaico. Em seguida qualquer homem adulto podia tomar a palavra e comentar o texto.

Numa tão pequena povoação, a sinagoga, seria um lugar muito humilde de encontro, talvez uma simples casa com outras finalidades, como por exemplo, poderia ser um lugar de encontro para encontrar meios de apoiar quem, na povoação, necessitasse de ajuda.
Yeshuah, mais tarde, será criticado pelos mais rigurosos perante a Lei acusando-o de não respeitar o descanso do sábado, curando enfermos.

Além dos dias de Sábado, eram dias de festa também aqueles em que se celebravam as bodas. Durante vários dias os familiares e amigos dos noivos acompanhavam-nos alegrando-se, comendo, cantando e dançando.

Celebravam-se também as grandes festas religiosas.
Em Setembro, celebrava-se a Festa do Ano Novo.
Dez dias depois, celebrava-se o Dia da Expiação, dia em que de modo especial se ofereciam sacrifícios no templo pelos pecados do povo.
Aos seis dias, celebrava-se uma festa da qual as crianças gostavam muito, associada talvez, na sua origem, a alguma Festa das Vindimas. Esta festa é celebrada no campo, durante os sete dias que ela durava, as famílias iam viver em cabanas, lembrando as tendas do deserto quando Deus tirou o seu povo do Egipto.
Na Primavera, celebrava-se a Festa da Páscoa, também durante sete dias, em clima de felicidade e orgulho por pertencer a este povo predilecto de Deus. Na véspera do primeiro dia era degolado um cordeiro e ao anoitecer cada família se juntava para o comer e recordar a libertação da escravidão do Egipto, e a passagem pelo deserto até a esta Terra Prometida.
Cinquenta dias depois, já perto do Verão, era celebrada a Festa do Pentecostes, chamada também de Festa das Colheitas, momento em que se recordava a Aliança e o dom da Lei entregue no Monte Sinai.

Eram sempre dias especiais, os dias de festa, sempre a celebrar o seu Deus, mas os judeus piedosos, espontaneamente, em qualquer momento do dia, elevavam o seu Coração a Deus para O louvar com uma oração tipicamente judia que tinha o nome de bênção que começava “Bendito és, Senhor…” seguido do motivo da acção de graças.

Depois do Sábado ou dos dias de festa, tudo voltava de novo ao trabalho duro e monótono de cada dia.
Mesmo em cada dia, os judeus confessavam, duas vezes por dia, a sua fé no Deus único, criador do mundo e salvador de Israel com quem fez aliança.
Usam uma fórmula que é mais um convite ao qual todo o judeu se sente interpelado a viver enamorado pelo seu Deus único.
Esta característica da fé num único Deus do povo judeu é especialmente diferente de todas as grandes culturas dominantes. Israel acredita num único Deus. Os outros povos como os babilónicos, os egípcios, os gregos e os romanos acreditavam em vários deuses.
Estas palavras repetidas de convite a um enamoramento pelo seu Deus único, Yeshuah as escutou, saboreou, aprendeu, repetiu-as com os adultos desde criança, de manhã antes de fazer qualquer coisa e depois antes do descanso da noite.
Era chamada de Shemá que em hebraico é exactamente a primeira palavra... Escuta...
Desde pequeno as memorizou e as gravou no Coração.

ESCUTA, ISRAEL:
O SENHOR É O NOSSO DEUS.
O SENHOR É UM.
AMARÁS O SENHOR, TEU DEUS,
COM TODO O TEU CORAÇÃO,
COM TODO O TEU SER QUE VIVE E RESPIRA,
COM TODAS AS TUAS FORÇAS
.”

Yeshuah, desde pequeno, repetiu todos os dias estas palavras…

Recordo o que já num post anterior eu havia falado como, para o povo hebreu, o ser pessoa inteira é Ser Coração, ou seja, a pessoa é inteiramente capaz de decidir dentro de si a formação de si própria e a formação de Comunhão com aqueles que lhe estão próximos, construindo assim Comunhão com o seu Deus.
Ser pessoa inteira é Ser Respiração, ser Sopro com a Ruah alento de vida que o próprio Deus exala para que o ser humano viva e respire da mesma via do seu Deus. É por este respirar que o ser humano é capaz de se formar e se relacionar com o seu Deus.

Yeshuah, desde pequeno, repetiu todos os dias, esta oração…

2 comentários:

Maria Pires disse...

amiga o seu blog foi tudo modificado,muito bom gostei muito.E gosto de falar de Jesus nosso Pai nosso rei todo poderoso eu acredito cada dia mais.beijo bom e ate sempre.

A. ANDRADE disse...

Parabéns pelo blog!

altamirandrade.blogspot.com