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Meu Rebento de Jessé...

Rebento de Jessé…
Esperança da cor do meu olhar…
Queria ver-te, hoje

Rebento de Jessé…
Eu sou parte de ti,
porque tu me pertences
Queria ver-te, hoje

Queria ver-te
não o menino que foste
mas a Liderança da Humanidade que és
cheio da seiva da Ruah a circular luminosa em ti

Rebento de Jessé…
Desse Jessé que nasceu menino grande
Desse Jessé que já foi forte, glorioso, da realeza deste mundo
e, como todas as realezas deste mundo,
também foi cheio de uma soberba que se exibia diante de todos
Desse Jessé que tantas vezes, cheio de uma caduca felicidade
esmagava o infeliz que vive só e aquele que nada tem
Desse Jessé que fazia o mundo girar em torno de si próprio
e que todos os grandes e pequenos estivessem a seus pés
às suas atentas ordens, tantas vezes caprichos.

Às vezes ouço o eco do riso fácil da grande árvore de Jessé…
… que triste me soa esse riso fácil
é que me parece ver mais longe
Que riso vazio, tão cheio de si, tão miseravelmente podre por dentro
Quereria chorar por momentos a perdição da sua podridão

Secou
Secou o tronco de Jessé
Secou por ter raiz em si próprio
Secou por toda a água que mendigou,
que mendigou solenemente do alto de todas as suas vestes da realeza
que tanto se gloriou de serem belas
secou por toda a água que não soube esperar no tempo certo
e fez do Abbá um ídolo, feito mesmo à medida das suas sedes
e não um Pai, que ama e que cuida verdadeiramente.
Ele quis tirar-te do colo, Jessé, para que pudesses andar, caminhar
e preferiste buscar outros colos, todos feitos à tua medida
tão exaltados por ti e pelo teu riso fácil.

Secou
Secou o tronco de Jessé

Mas em ti vejo um Rebento verde
Verde Esperança, da cor do meu olhar
Brotaste do resto de gente que não gosta de aparências

Sempre teces caminho por entre o resto de gente que sobra
esses que se colocam a um canto por estarem a mais
esses que não preenchem as qualidades necessárias para serem alguém
esses que sabem nascer de novo porque o “agora” nunca lhes chega

Brotaste, meu Rebento de Jessé
Brotaste da minha Humanidade que estava seca
seca de tanta sede que a fez buscar tantas fontes longe do seu Deus
seca de não saber esperar

Os Céus rasgaram-se, e Tu, Abba, desceste
e às vezes parece-me que muitos subiram demais
e ousam sentar-se no lugar divino que Tu mesmo não conheces

Quereria rasgar de novo os Céus
eu, com as minhas próprias mãos
e fazer descer agora toda a minha Humanidade
de supostas “divindades” de que se veste
para se encontrar contigo
aqui…
aqui, onde armasTe a Tua tenda, para estares connosco

Brotaste, meu Rebento de Jessé
Filho do meu Abba
És uma História inteira a caminhar para mim
Uma História cheia das cadeias da falsa felicidade
És uma História inteira a levar-me contigo a caminhar
minha Liberdade Verdadeira
minha Boa Notícia
meu Amor

Brotaste e só nos teus braços encontro a verdade
não a falsa verdade fabricada por mim
Em ti encontro a verdade de mim
e não a imagem das minhas sedes
em ti encontro-me a mim

Rebento de Jessé…
Esperança da cor do meu olhar…
Queria ver-te, hoje

Rebento de Jessé…
Eu sou parte de ti,
porque tu me pertences
Queria ver-te, hoje

2 comentários:

Fora-da-lei disse...

Ele está bem presente !...
É só uma questão de interioridade,nada mais.
Santo Natal

figlo disse...

Foi a Esperança de um Povo...
É a Esperança que deixamos que em nós habite,que faz acontecer o milagre de um ramo novo, verde e cheio de vida, capaz de nos virar do avesso os dias e o coração...
...por Dom!
Lindo! Lindo, este poema! Obrigada. Glória